sexta-feira, 18 de abril de 2025

Escolhas.


A experiência sempre traz sabedoria. O tempo é implacável, e cada escolha que fazemos define nosso futuro e quem nos tornamos. Cada vez mais vejo claramente que somos fruto de nossas escolhas, cada uma delas. Parece tão óbvio, mas o óbvio sempre precisa ser dito. E uma escolha que influencia profundamente nosso futuro são as pessoas que escolhemos colocar em nossas vidas. É como escolher qual música vai tocar no fundo, influenciando nossas atitudes e nosso humor diário. Ouvi dizer que tratamos as pessoas próximas como tratamos a nós mesmos. Então talvez o contrário também seja verdadeiro, e para começar a nos admirar, devamos admirar os outros à nossa volta.

Ultimamente tenho sentido tanta insegurança, confesso que já fui mais confiante de mim. Bem lá no fundo eu sei que sou boa. Também sei que posso me tornar a melhor que posso ser. Mas as circunstâncias tem virado um nevoeiro, junto com uma ventania que não me deixa andar com pés firmes. Mas sigo caminhando e avançando, uma hora tudo vai se encaixar, isso eu tenho certeza. Eu confio que tenho um propósito, e confio que a maré vai me guiar para o meu destino. Respiro fundo e aceito o que tiver que ser, pois sei quem eu sou e quem eu quero me tornar, e também sei que tudo cooperará a favor, pois as cartas do jogo já foram dadas.

Por hora, é tempo de me concentrar, voltar a olhar para dentro e arrumar a casa, tirar a poeira e deixar a energia fluir. Como nos velhos tempos. Escrever, me exercitar, comer bem, tudo isso é cuidar da casa. Fortalecer o interior, para avançar pela tempestade com pés firmes. Superar a mim mesma. Que isso seja uma prática diária, e se torne um hábito. Deixar a força crescer de dentro para fora, assim como a brasa fomenta o fogo. E o mais difícil disso tudo é reconhecer que tudo deve ser feito agora, pois o agora é a única coisa que temos.

segunda-feira, 14 de novembro de 2022

Equilíbrio.


Estudar a fantástica máquina que é o corpo humano faz refletir e entender muitas coisas do mundo e da vida. Uma delas é que o equilíbrio é o segredo de tudo. Frase meio clichê, mas outra coisa que também tenho aprendido é que o óbvio sempre precisa ser dito. 

Em qualquer esfera, biológica, psíquica, social, o equilíbrio é o que nos mantém hígidos. Muito sal na dieta faz mal, pouco sal também. Muito estudo desenvolve, mas também estressa, confunde e, algumas vezes, angustia. Você não precisa ser o "Rei da Festa", mas também não seja o homem da caverna. 

Essa é a lei da natureza, a lei do equilíbrio. Um limiar frágil, tênue. Pra um lado falta, pro outro sobra. Um limite que quando quebrado, deve-se manejar o retorno à homeostase. Pois é em equilíbrio que saímos ilesos de tempestades. É o equilíbrio que nos permite sermos fortes diante de desafios. É em equilíbrio que nos transformamos e evoluímos.

O equilíbrio é a chave de resolução de muitos dos problemas que nos afligem. Quando estamos desequilibrados, corremos o risco de quebrar. Por isso devemos sempre seguir a nossa métrica pessoal de equilíbrio. A dose de sal certa que estabiliza nossa pressão. Um pouco de exercício, ou muito. Um pouco de música, ou muita. Um pouco de escrita.

Desenvolver essa métrica pessoal de equilíbrio é o verdadeiro autoconhecimento. Entender do que precisamos quando estamos quebrando, desequilibrando, para nos retornar à nossa estabilidade.

Saber manejar o barco em meio à tempestade, corrigir a rota, ajustar as velas, é o que faz manter o veleiro aprumado.



"O equilíbrio é a perfeição." - Aristóteles



quinta-feira, 21 de abril de 2022

O oceano de possibilidades



Existe uma linha tênue entre a expectativa e a realidade. Vivemos de expectativas, planos na cabeça, antecipando os resultados que queremos para planejar as ações que faremos. Mas a realidade é outra coisa, pois ela é influenciada por diversos fatores que não estão sob nosso comando. As expectativas são boas para influenciar nossas ações, mas não determinam nossos resultados.
A vida não é como um copo de água que tomamos do jeito que queremos, mas sim um oceano inteiro que não controlamos e só nos resta aprender a nadar e criar nosso próprio caminho por meio dele. Não controlamos as águas, apenas o nosso nado. E é esse imprevisível o desafio que nos instiga sempre a ir além, a descobrir o que virá depois. São as águas desconhecidas que nos ensinam a nadar e nos tornam cada vez mais ágeis, mais fortes e mais preparados. 
Para isso temos que tomar a decisão de agir, nos manter em movimento e concentrados em nosso nado. Nem sempre serão águas mornas, às vezes virão tempestades, mas o que importa é permanecermos seguindo em frente e construindo nosso caminho. 

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ter um filho.

Simples dizer mas tão complexo explicar. São tantos pensamentos que vêm à mente que fica difícil expressar um texto coeso. 
Primeiro, assumo que é uma experiência única, sem manual de instruções, tipo feito sob medida.
É por vezes facultativa, mas aos que se permitem viver essa aventura de braços abertos, é indubitavelmente transformadora.
Ter um filho é surpreender-se a cada dia. É descobrir sentimentos antes inexplorados.

No meu caso, além do clichê do amor imensurável, a maternidade trouxe consigo sentimentos desafiadores.
Trouxe medo. Medo de errar, medo de perigos, medo de faltar. Trouxe arrependimento. Arrependimento de achar que não se fez as coisas da melhor maneira, ainda que tudo tenha ocorrido bem.
E principalmente, trouxe dor. Muito mais do que a dor física do parto, a dor da mudança. 

Descobri que mudar dói. Dói ver seu filho que, antes na sua barriga vivendo em completa proteção sintonia com você, agora está solto no mundo e à mercê de todas as coisas.
Dói ter que passá-lo do ventre pro mundo, da sua cama pro berço. Daí então pra outro quarto, outra casa. E ter um filho é viver em constante mudança. É mesmo um amor que dói. 

Mas no final das contas o balanço é sempre positivo. Desde o primeiro sorriso ao acordar, até deitá-lo pra dormir, tudo que se viveu é recompensante.

Ter um filho é como zerar a vida. É pensar que tudo valeu a pena até ali. É um recomeço, é aprender a reeditar sua vida e enxergar o mundo por meio de pequenos olhos alheios, olhos inocentes e cheios de esperança.

Ter um filho é, agora de forma simples, muito amor e felicidade. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Faz sentido.

Parei para perceber que o título do blog faz todo sentido. Constantes nostalgias são como um vício pra mim. Como li hoje num texto sobre comportamento aquariano, nos apegamos às lembranças e às coisas de forma sentimental. E assim sou. Tiro muito proveito de minhas nostalgias. Elas me servem como motivação, como referência empírica para o presente, e também como puro instrumento de análise. Refletir em cima do meu passado me faz entender melhor meu presente. Observar o caminho percorrido me faz entender melhor quem sou hoje.
Relendo meus antigos escritos percebi sentido em muitas coisas que não fazia ideia ao escrever. Hoje eu vejo que tudo sempre foi como deveria ser. Hoje todas as peças, algumas agradáveis e outras meio esquisitas, se encaixam perfeitamente formando um quebra-cabeças limpo e claro. 
Andei aprendendo muito com a aceitação. Acreditar que as coisas tem seu motivo de ser me livra de muitos questionamentos desnecessários. Traz consigo uma leveza libertadora. 
E assim tenho me sentido: leve, livre, feliz. Ainda que com certos desencontros. 
Pensando bem, tais desencontros me motivam mais do que os perdidos encontros. 
Desilusões sempre se tornam objeto de inspiração e me motivam a querer ser o meu melhor, a me conhecer melhor. Me direcionam a um recomeço mais forte e inteligente. Me renovam.
Por isso sou grata por cada uma delas. No fim das contas, desilusões me levam para mais perto de quem eu devo ser.
Agora sim, tudo faz sentido.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Emersão.

Tenho passado por um momento de reflexão, mais do que o habitual.
Percebo que a cada dia estou mais solta do casulo e me preparando pra voar. Ando mais sozinha comigo mesma, sendo a única e principal autora dos meus dias, do meu destino.
Agradeço pela sabedoria de poder perceber certas coisas, poder analisar de forma macro o momento em que me encontro da vida. Na verdade é como um exercício, faço de mim mesma minha própria psicóloga, me analisando como quem vê de fora e me dando conselhos e orientações.
Sinto que cheguei em um momento chave para determinar meu futuro, momento no qual o potencial das escolhas tem um grande poder.
Andei refletindo dias inteiros, tomei nota das metas a serem alcançadas e dos passos a serem dados. Sei que com o tempo e as energias mentalizadas eu vou alcançar meus objetivos.
Uma grande diferença que estou sentindo agora é a confiança. Sinto que com as experiências se acumulando ando me sentindo mais autoconfiante, e isso é ótimo. Há muito vinha mentalizando isso, mas de fato sinto que realmente está se concretizando agora, ainda que aos poucos.
O contato com pessoas chaves também é o que me ajuda. Mais uma vez agradeço pela família, amizades e pessoas que entraram no meu caminho. Saber reconhecer e agradecer é mais uma benesse dessa sabedoria de que tanto me contento.
Aqui, escrevo para mim mesma, apesar de ser uma plataforma virtual. Escrever pra mim é como uma terapia, me acalma e me orienta. É escrevendo que se dá a minha sessão de "autopsicologia".
A inspiração para escrever só vem de tempos em tempos, mas sempre de forma motivadora. Depois de escrever, meus textos servem de referência para momentos futuros. Servem como apoio em outros momentos, ou mesmo para me permitir analisar a mim mesma e perceber como tenho evoluído, na escrita e na forma de ver o mundo.
De fato, a questão é que estou em tempos de mudança, de amadurecimento e de ganho de autoconfiança. Sabedoria e gratidão são os pontos chave que me fazem ficar feliz pelo caminho que percorri, pela pessoa que sou hoje e pelo futuro grandioso que me espera.
E tenho fé.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Sorte

Acho incrível como sou uma pessoa de sorte. Em momentos de dificuldade as coisas sempre se reorganizam para dar certo, e quando parece que não vai dar, a vida manda certas "fadas-madrinhas" que surgem como uma luz em meio à escuridão.
Talvez seja a energia positiva mentalizada, ou o destino que me ajuda, não acredito em pura sorte ocasional.
Já tive alguns deslizes pela vida, mas parece que dessa vez a coisa tomou uma dimensão maior. Ainda assim, tenho em mente que quanto maior a dificuldade, maior o aprendizado. Em meio à dificuldade, fico um tanto eufórica em pensar o quanto vou aprender com isso. Não que seja legal "apanhar" da vida, mas apenas vejo o lado bom da coisa, sempre. É isso que me motiva a seguir em frente e sempre evoluindo, porque quem aprende, cresce.
Finalmente, depois de um bom tempo numa fase de declínio da vida - prefiro dizer, de incubação - , sinto que estou me redirecionando o rumo à ascensão, voltando a girar as engrenagens. Estou retomando as forças outrora perdidas para voltar a aproveitar o máximo do meu potencial. Assim como estava há um tempo atrás, só que dessa vez mais forte.
Acredito que no final das contas não existe retrocesso, pois todas as experiências são válidas e modificam quem somos de alguma forma. Estamos sempre evoluindo com o tempo, quer queiramos ou não. A questão aqui é saber para que lado estamos indo, se o bom ou o ruim. E quem faz esse julgamento somos nós conosco mesmos, guiados pelo termômetro da felicidade e satisfação.



quarta-feira, 4 de junho de 2014

Gratidão

Primeira vez que decido primeiro o título e depois vou escrevendo o texto. Mas é exatamente em cima dessa palavra que a maioria dos meus sentimentos atuais estão: Gratidão.

Como todos sabem, na vida estamos condicionados a um ciclo onde um dia estamos bem, outro estamos mal. Isso é lei. E assim vamos seguindo nessa oscilação de fases da vida.

Pode parecer um pouco frustrante de primeira pensar que quando você está super bem, tem a certeza que esse momento não durará para sempre e logo mais à frente algum desafio será lançado a você. Mas não se preocupe.

O segredo é que podemos ser felizes em todos os momentos, nas fases boas (é óbvio), e nas ruins também, principalmente naquelas em que tudo parece não andar e o universo não cooperar com você. O segredo é tirar o proveito de cada momento.

Andei percebendo que as grandes dificuldades da minha vida são na verdade as maiores bençãos que eu recebi, porque a partir delas eu consegui o que de melhor eu tenho. Foi das dificuldades e desafios que a vida colocou pra mim que eu recebi o que de mais valioso tenho hoje. Muito além do aprendizado, porque isso temos com toda e qualquer experiência, mas algo mais profundo, lá na zona do caráter e da personalidade, do amor.

Acredite, quando as coisas parecem estar ruins, e elas só parecem mesmo, porque você pode mudar. E dessa possibilidade de mudança é que você vai tirar o melhor de si: coragem, determinação, superação etc.
Quando as coisas parecem não estar bem, é quando você faz uma espécie de autorreflexão pra entender "o que eu fiz de errado?", e é nessa hora que você está a um passo de se transformar. Como sempre digo, é da crise que vem a evolução.

E quando você evolui, passa por essa fase de desafio e reflexão, você se sente mais forte, e não cansado, determinado, e não desanimado. Acima de tudo, contente e agradecido por tudo o que se passou.

É assim que me sinto agora. Sinto que tudo está voltando a ficar bem, estou mais feliz e percebendo uma evolução interna.

É por isso que quero agradecer, à Deus, à Vida, ao Universo, por esse crescimento que me foi proporcionado. Por tudo o que tenho hoje, o que tenho de mais valioso: minha família unida pelos laços verdadeiros de amor, lealdade e cumplicidade. Sou grata por tudo de bom e de ruim que me aconteceu, pois de tudo eu tirei algum proveito.

Sou grata pela prosperidade, pela minha casa, minha vida e, principalmente, pela minha eterna possibilidade de mudança.

Sou grata.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

O segredo é a busca.

 "Não existe um caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho."

À primeira vista não entendi muito bem essa frase, mas agora comecei a compreender. Realmente passamos a vida sempre "em busca" de algo, nunca nos damos por satisfeitos. Às vezes fixamos nossas energias e desejos em apenas uma única coisa, e essa passa a ser dona de nossos esforços, mas quando a alcançamos, não nos satisfazemos, enjoamos, queremos mais ou outro. Então seguimos novamente para a busca insaciável.

Se pararmos por um momento pra perceber, a felicidade na verdade não estaria naquela coisa, mas sim na saga que criamos para alcançá-la. A "coisa" em si não é tão importante, mas sim a nossa capacidade de lidar com nós mesmos e superar medos e limitações para alcançar o objetivo.

Quando não temos em mãos o que queremos, nos sentimos "incompletos", como se a "coisa" nos completasse, mas pensando bem, nós já somos seres completos, vivos e únicos com nossas características. Não existe nada que nos complete além de nós mesmos, evoluindo.

Enquanto estivermos vivos, essa "busca insaciante" sempre existirá, e o que realmente importa não é o objeto da busca, mas sim o caminho que percorremos até chegar a ele.

Afinal, a busca é o caminho, e o caminho é a felicidade.


terça-feira, 1 de abril de 2014

Refrigério.


Muitos pensam em mudar o mundo, mas não acreditam ser capazes.

Na verdade mudar o mundo não implica exatamente dimensões globais. Você não precisa se tornar presidente de um país potência ou um profeta religioso, ou mesmo criar uma tecnologia impensada.

Você pode mudar o mundo todos os dias, fazendo o bem, e principalmente, começando por mudar você mesmo. Transforme-se sempre em algo melhor, sem deixar de ser você.


Depois, mude a vida de alguém, busque saber que o mundo se tornou um pouco melhor porque você existiu. Isso sim é obter êxito na vida.

Justifique sua existência, sempre, porque você não está aqui à toa, fomos escolhidos a dedo para estar aqui, então faça valer à pena! Não delegue a sua responsabilidade de mudar o mundo a outra pessoa, existem certas coisas que só você foi incumbido de fazer, busque sua missão e a cumpra! E se não achar que estiver pronto pra ela, renove-se e capacita-te.

E lembre-se sempre que cada dia não é apenas "mais um dia da sua vida", mas sim mais uma oportunidade de mudança, no mundo e em você. Aproveite!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Fênix


Conformismo nunca foi o meu forte, e isso se explica quando eu dou uma analisada na minha história até aqui. Foi uma boa caminhada, com bastante aprendizado e posso dizer amadurecimento. Eu nunca tinha parado até então, meu ritmo sempre foi frenético, com esforço e dedicação. Até certo ponto  posso me dizer uma pessoa feliz e satisfeita comigo, mas não acomodada.
Acontece que em tempos de passado recente esse ritmo de crescimento deu uma paralisada. Não sei dizer se foi necessário para um outro nível de aprendizado e amadurecimento, mas gosto sempre de pensar pelo lado positivo das coisas, e colher os bons frutos.

Estou num momento confuso da vida, em busca do meu caminho certo, qual profissão seguir, quais oportunidades abraçar e quais concursos a fazer. Mas além disso existe também o meu presente, o que eu faço dos meus dias de hoje, o curto prazo.

Eu já tinha lido em algum artigo sobre eficiência na vida que dizia que devemos prestar atenção nas pequenas atividades que ocupam o nosso tempo, e organizar as prioridades de acordo com a medida com a qual essas coisas vão nos fazer alcançar nossos objetivos maiores. A utilidade e relevância delas.

Realmente hoje em dia gastamos muito tempo do nosso dia com coisas supérfluas na internet, todos esses sites de relacionamentos que nos prendem como flor de lótus e roubam o nosso tempo, precioso e que não volta.

Portanto, sei que preciso me organizar mais quanto à isso, e agir mais, acordar pra vida. Potencial e capacidade eu sei que eu tenho, o problema é apenas a motivação. Essa desaceleração do meu ritmo me desanimou, me murchou.

Mas sabe o que eu acho? De repente certas vezes precisamos cair mesmo, sofrer algumas derrotas, vir às cinzas para poder se refazer. E renascer mais forte, blindada e com brilho novo. Uma nova criatura, como uma Fênix que renasce das próprias cinzas.

                                                                               

domingo, 7 de abril de 2013

Do declínio ao apogeu.


Sinto que chegou um momento que perdi o controle sobre as mudanças e os resultados da vida. A falta de produtividade me tomou de uma forma que eu não consigo mais alcançar certos objetivos por falta de determinação, ou de vontade. Mas sempre fui de ter vontade, de tudo, de fazer por mim, e agora todos os dias parecem iguais, sem mudanças positivas, sem evolução.
Talvez isso tenha se dado de forma intencionada, mas ingenuamente. Certas mudanças na forma de pensar e levar a vida que me deixaram cair nesse labirinto de incertezas e comodismo. Eu deixei de pensar (analiticamente falando), parei de escrever, e o pior de todos, deixei de ler. De todos os males, a perda do hábito de leitura e escrita foram o que me abalaram profundamente.
Parei de honrar com os compromissos e passei a obedecer às minhas vontades momentâneas, acreditando que dessa forma eu seria sempre feliz. Mas acontece que a minha felicidade é baseada em processo contínuo, desenvolvimento pessoal, o que não se firma em incertezas. 
Agora que cheguei no ponto crítico, paro para analisar e reestruturar a minha vida e o jeito como a levo, repensando em tudo, voltar a adotar certos padrões de atitudes antigos que se perderam.
De certa forma foi bom me perder aqui, pra poder me encontrar de novo, afinal, é da crise que surge a revolução.

sábado, 9 de março de 2013

Muito além da música.


Infelizmente as pessoas têm o que procuram, mas nada é em vão, no meio do errado teve muito certo, o bem que foi compartilhado e multiplicado para milhões de pessoas.
Certas coisas que acontecem na vida nos fazem duvidar se era a hora pra acontecer, mas eu acredito que tudo tem seu momento certo. Fica o exemplo e os ensinamentos que tiramos da sua história. O legado fica presente dentro de cada um que de certa forma se sentiu modificado pela energia que flui em cada canção, energia que só quem ouve sente, é uma positividade forte que entra pelos ouvidos e percorre o corpo todo, como se circulasse nas veias. É de certa forma muito pessoal, que afeta cada um de um jeito único. Nos ensinou a dar valor às coisas simples da vida, valorizar o amor, a família e principalmente a nossa luta do dia-dia. Ajudou muita gente com um espirito humilde contagiante. Não tive a oportunidade de conhecê-lo, mas sei reconhecer o valor do seu trabalho independente da sua vida particular. Ninguém tem o poder de julgar ninguém. Hoje a família CBJ fica de luto, mas levamos na tranquilidade, porque no fundo todos sabemos que só o que é bom dura o tempo bastante pra se tornar inesquecível! Vai na fé, siga o seu caminho, as drogas tiraram tudo o que você tinha, mas não puderam tirar as coisas boas que você fez pra quem estava ao seu redor. Grande poeta da rua e da vida, conseguiu se tornar inesquecível.

domingo, 4 de novembro de 2012

Larga essa abóbora, Cinderela!

Sabe aquela paixão guardada? Aquela que já foi usada uma vez, mas sobrou um pouquinho e você em vez de jogar tudo fora (porque não serve mais) e esquecer, você joga toda responsabilidade no tempo, achando que ele irá resolver todos os seus problemas? Cria-se uma situação em que você vive a vida com uma capa impermeável que não absorve o NOVO. Tola eu. Não entendi ainda que quando essas coisas acontecem com a gente, temos que tomar a iniciativa sobre nossas vidas e consertar aquele defeitinho que deu na nossa estrutura, passar cimento novo no abalo e seguir em frente. Porque pessoas estão ai, as situações e principalmente a VIDA está aí doidinha pra ser aproveitada ao máximo. Tudo que vai determinar nosso sucesso (ou fracasso) são as nossas escolhas. Agir contra nossa vontade às vezes não significa nos "trair", muito pelo contrário. Estamos sendo leais à nossa essência, valorizando quem realmente somos, e não quem "nos tornamos" por causa de um terceiro.
Outro dia estava andando de skate, muito emocionante, até que caí e ganhei de presente uma ferida enorme, daquelas que você não sabe se dá ponto ou deixa aberta. Achando que com o tempo ela iria curar fácil, resolvi isolar e "esconder" com band-aid até que ela saísse. Duas grandes semanas se passaram e quando eu me dou conta, o machucado permanecia praticamente na mesma. Resolvi sair e deixar ele à luz do dia, coloquei ele no sol, no mar, no vento. Passei uns remédios, que claro é preciso, e deixei curar aberto, vivendo. Resultado? A melhora foi exponencial.
Analogias são uma das minhas melhores ferramentas de análise.
Percebi que tenho que aceitar a ferida e deixar curar à vida. Mesmo. Sem band-aid pra disfarçar, nem desculpas esfarrapadas. Ser sincera comigo mesma e aceitar a realidade. Acorda, menina! Já passou a idade de querer imaginar a vida com nuvens cor de rosa e novelinhas imaginárias na cabeça. Hoje temos que ser abertas pra tudo, pras vitórias, pras derrotas, e pras incertezas que ficam com finais não felizes.

domingo, 12 de agosto de 2012

Juventude

O bom de ser jovem é ter a certeza de não se preocupar com o incerto, e viver do jeito que te fizer mais feliz, sem se importar muito com as consequências. Como todo bom remediador, o tempo dá a certeza de que tudo vai passar, que o mundo dá voltas, a terra sempre gira e a natureza sempre se renova. Os dias sempre nascem grandiosos e não perdem o ritmo, sempre nos dando uma chance e esperança de poder começar tudo de novo, e viver cada dia mais intensamente e melhorado.
O bom da juventude é poder viver sem compromisso, é poder se decepcionar e se surpreender com uma espontaneidade e intensidade incrível. É poder mudar a vida completamente em um ano, um mês ou mesmo em um dia. É não ter medo de tentar e errar, é ter o direito de mudar de ideia e deixar as coisas do seu jeito, como te fizer melhor. É também se reinventar a levantar de cabeça erguida a cada passo errado. É poder sonhar e realizar, acreditar.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Quase um retiro.

Quando ela fica sozinha, é a melhor parte, ela se sente como num retiro no monastério, quase entrando nas histórias dos livros que leu. É um momento onde a inspiração está em alta, e tudo que ela faz tem um toque de excitação. Autoconfiança é o que define o momento, e que a faz abstrair da tempestade que se passou. O céu nublado e as chuvas constantes dão lugar a um azul que ampara o sol que ilumina todos os caminhos, e a faz olhar com mais segurança por onde anda.
É nesses momentos que ela consegue se sentir bem melhor, e completa, ainda que apenas duas pegadas sigam marcando na areia. 

terça-feira, 10 de julho de 2012

una vaina loca


É, tudo mudou para melhor. Muitas antigas metas foram alcançadas, e como lei da vida, novas foram traçadas. O importante acima de tudo é saber lidar com cada situação, buscando satisfazer-se em cada momento, tirando proveito de tudo, sobretudo do ruim. É isso que vai me fortalecendo cada dia mais, que me faz olhar o lado positivo de tudo, me livrando da culpa e da penitência a qual muitos se sujeitam. Talvez essa seja a verdadeira ideia da felicidade que tanto tentam descrever. 

sábado, 12 de maio de 2012

das estações.

São como as fases da lua, as minhas estações.
nem sempre tão definidas, às vezes mal sucedidas,
mas não me importa no final se deu certo ou não
o importante é continuar sabendo que ainda estou de pé.

O vai e vem dessas estações por vezes confunde,
desanda, faz cair.
Mas a opção de se levantar ou não é sempre minha.

E a cada tropeço eu encontro uma forma melhor de me proteger
às vezes descubro um jeito melhor de me levantar,
e uma forma mais firme de me manter de pé.

Sempre olhar pra frente, por mais que os ventos me desviem o olhar pra trás.


domingo, 22 de abril de 2012

.

Cansei de emoções pela metade, expectativas secretas e decepções desnecessárias. Se eu souber olhar pro lugar certo e mirar o que eu sei que eu quero, uma hora eu vou conseguir. E chega de me contentar com pouco achando que é suficiente. Hora de jogar o lixo no lixo e viver a vida no meu nível real.
Os tempos mudaram, e já aprendi a me valorizar e decidir quem eu quero ao meu lado. Se não se encaixa, beijos e queijos, agora eu quero mais é viver além das minhas expectativas.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Exausta.

Sinceramente, depois de muito lutar, a gente sempre cansa. Tudo na vida é passível de conquista, com apenas uma exceção: as pessoas. Mudar alguém ou somente as suas atitudes é uma das coisas que me fazem duvidar das leis do "tudo é possível". Tem gente que não tem jeito mesmo, e eu não consigo entender o porquê!

A pessoa tem tudo, todas as ferramentas para conseguir fazer qualquer coisa, mas no final ela opta por fazer a mais difícil de se imaginar: nada.
Ela consegue ter tudo e olhar com olhos de cego para as oportunidades. Cegueira essa que veio com as amizades, fruto da vivência libertina.
Depois da minha primeira questão já respondida (Como mudar isso? Não tem como.), me conformo com apenas duas, ainda mais difíceis: "Quando e como isto pode começar?" e "Até quando isso irá continuar?"
São questões que quando me vem à cabeça, acompanham dor. Dor de cabeça gerada pelo cansaço.
Eu estou mais do que exausta de correr atrás de quem não quer nada, de quem é mole com a vida e vive numa bolha de futilidade e leviandade. Estou cansada de atrasar meu passo por quem nem andar faz questão.
Desistir eu nunca desisto, para minha infelicidade, mas eu sei que essa força que eu faço pra puxar uma carroça sem roda é toda em vão.
Confesso que por vezes prefiro fugir e não encarar essa realidade que para minha sorte (ou azar) faz parte da minha vida e do meu horizonte não sairá. É o meu jeito de tentar seguir em frente, e conseguir. É ignorando a existência desse problema e vivendo minha vida como se ele não existisse. Mas acontece que band-aid não é remédio para feridas, assim como fingir que um problema não existe não vai fazê-lo desaparecer, uma hora ele volta à tona.
E é nessas que me encontro, por vezes ignorando esse problema e por outras encarando e tentando resolver.
Eu sempre fui determinada em tudo que faço, sempre tentei fazer o meu melhor, mas acontece que nesse caso, como já disse, estou lidando com pessoas e suas atitudes, coisa nada fácil de se resolver. E se é que se resolve.