sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ter um filho.

Simples dizer mas tão complexo explicar. São tantos pensamentos que vêm à mente que fica difícil expressar um texto coeso. 
Primeiro, assumo que é uma experiência única, sem manual de instruções, tipo feito sob medida.
É por vezes facultativa, mas aos que se permitem viver essa aventura de braços abertos, é indubitavelmente transformadora.
Ter um filho é surpreender-se a cada dia. É descobrir sentimentos antes inexplorados.

No meu caso, além do clichê do amor imensurável, a maternidade trouxe consigo sentimentos desafiadores.
Trouxe medo. Medo de errar, medo de perigos, medo de faltar. Trouxe arrependimento. Arrependimento de achar que não se fez as coisas da melhor maneira, ainda que tudo tenha ocorrido bem.
E principalmente, trouxe dor. Muito mais do que a dor física do parto, a dor da mudança. 

Descobri que mudar dói. Dói ver seu filho que, antes na sua barriga vivendo em completa proteção sintonia com você, agora está solto no mundo e à mercê de todas as coisas.
Dói ter que passá-lo do ventre pro mundo, da sua cama pro berço. Daí então pra outro quarto, outra casa. E ter um filho é viver em constante mudança. É mesmo um amor que dói. 

Mas no final das contas o balanço é sempre positivo. Desde o primeiro sorriso ao acordar, até deitá-lo pra dormir, tudo que se viveu é recompensante.

Ter um filho é como zerar a vida. É pensar que tudo valeu a pena até ali. É um recomeço, é aprender a reeditar sua vida e enxergar o mundo por meio de pequenos olhos alheios, olhos inocentes e cheios de esperança.

Ter um filho é, agora de forma simples, muito amor e felicidade. 

domingo, 3 de janeiro de 2016

Faz sentido.

Parei para perceber que o título do blog faz todo sentido. Constantes nostalgias são como um vício pra mim. Como li hoje num texto sobre comportamento aquariano, nos apegamos às lembranças e às coisas de forma sentimental. E assim sou. Tiro muito proveito de minhas nostalgias. Elas me servem como motivação, como referência empírica para o presente, e também como puro instrumento de análise. Refletir em cima do meu passado me faz entender melhor meu presente. Observar o caminho percorrido me faz entender melhor quem sou hoje.
Relendo meus antigos escritos percebi sentido em muitas coisas que não fazia ideia ao escrever. Hoje eu vejo que tudo sempre foi como deveria ser. Hoje todas as peças, algumas agradáveis e outras meio esquisitas, se encaixam perfeitamente formando um quebra-cabeças limpo e claro. 
Andei aprendendo muito com a aceitação. Acreditar que as coisas tem seu motivo de ser me livra de muitos questionamentos desnecessários. Traz consigo uma leveza libertadora. 
E assim tenho me sentido: leve, livre, feliz. Ainda que com certos desencontros. 
Pensando bem, tais desencontros me motivam mais do que os perdidos encontros. 
Desilusões sempre se tornam objeto de inspiração e me motivam a querer ser o meu melhor, a me conhecer melhor. Me direcionam a um recomeço mais forte e inteligente. Me renovam.
Por isso sou grata por cada uma delas. No fim das contas, desilusões me levam para mais perto de quem eu devo ser.
Agora sim, tudo faz sentido.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Emersão.

Tenho passado por um momento de reflexão, mais do que o habitual.
Percebo que a cada dia estou mais solta do casulo e me preparando pra voar. Ando mais sozinha comigo mesma, sendo a única e principal autora dos meus dias, do meu destino.
Agradeço pela sabedoria de poder perceber certas coisas, poder analisar de forma macro o momento em que me encontro da vida. Na verdade é como um exercício, faço de mim mesma minha própria psicóloga, me analisando como quem vê de fora e me dando conselhos e orientações.
Sinto que cheguei em um momento chave para determinar meu futuro, momento no qual o potencial das escolhas tem um grande poder.
Andei refletindo dias inteiros, tomei nota das metas a serem alcançadas e dos passos a serem dados. Sei que com o tempo e as energias mentalizadas eu vou alcançar meus objetivos.
Uma grande diferença que estou sentindo agora é a confiança. Sinto que com as experiências se acumulando ando me sentindo mais autoconfiante, e isso é ótimo. Há muito vinha mentalizando isso, mas de fato sinto que realmente está se concretizando agora, ainda que aos poucos.
O contato com pessoas chaves também é o que me ajuda. Mais uma vez agradeço pela família, amizades e pessoas que entraram no meu caminho. Saber reconhecer e agradecer é mais uma benesse dessa sabedoria de que tanto me contento.
Aqui, escrevo para mim mesma, apesar de ser uma plataforma virtual. Escrever pra mim é como uma terapia, me acalma e me orienta. É escrevendo que se dá a minha sessão de "autopsicologia".
A inspiração para escrever só vem de tempos em tempos, mas sempre de forma motivadora. Depois de escrever, meus textos servem de referência para momentos futuros. Servem como apoio em outros momentos, ou mesmo para me permitir analisar a mim mesma e perceber como tenho evoluído, na escrita e na forma de ver o mundo.
De fato, a questão é que estou em tempos de mudança, de amadurecimento e de ganho de autoconfiança. Sabedoria e gratidão são os pontos chave que me fazem ficar feliz pelo caminho que percorri, pela pessoa que sou hoje e pelo futuro grandioso que me espera.
E tenho fé.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Sorte

Acho incrível como sou uma pessoa de sorte. Em momentos de dificuldade as coisas sempre se reorganizam para dar certo, e quando parece que não vai dar, a vida manda certas "fadas-madrinhas" que surgem como uma luz em meio à escuridão.
Talvez seja a energia positiva mentalizada, ou o destino que me ajuda, não acredito em pura sorte ocasional.
Já tive alguns deslizes pela vida, mas parece que dessa vez a coisa tomou uma dimensão maior. Ainda assim, tenho em mente que quanto maior a dificuldade, maior o aprendizado. Em meio à dificuldade, fico um tanto eufórica em pensar o quanto vou aprender com isso. Não que seja legal "apanhar" da vida, mas apenas vejo o lado bom da coisa, sempre. É isso que me motiva a seguir em frente e sempre evoluindo, porque quem aprende, cresce.
Finalmente, depois de um bom tempo numa fase de declínio da vida - prefiro dizer, de incubação - , sinto que estou me redirecionando o rumo à ascensão, voltando a girar as engrenagens. Estou retomando as forças outrora perdidas para voltar a aproveitar o máximo do meu potencial. Assim como estava há um tempo atrás, só que dessa vez mais forte.
Acredito que no final das contas não existe retrocesso, pois todas as experiências são válidas e modificam quem somos de alguma forma. Estamos sempre evoluindo com o tempo, quer queiramos ou não. A questão aqui é saber para que lado estamos indo, se o bom ou o ruim. E quem faz esse julgamento somos nós conosco mesmos, guiados pelo termômetro da felicidade e satisfação.